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Graça de Deus Ariovaldo Ramos em 11 Nov 2007
Ele está entre nós.
“E pregava, dizendo: Após mim vem aquele que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de, curvando-me, desatar-lhe as correias das sandálias.” Mc 1.7
João veio para anunciar quem era o Messias, assim como preparar o povo para recebe-lo.
Jesus era o poderoso, aquele que faria realidade toda a palavra do profeta.
tudo o que anunciamos, anunciamos com Jesus. Com Jesus tudo, sem Jesus nada.
não estamos pregando a revolução pela revolução. Estamos anunciando o Reino do Poderoso Jesus, aquele que vem para transformar as pessoas e as coisas.
nossa revolução não é meramente política, é a mudança do ser, daí, seres humanos novos; é a mudança do se entender, daí, nova forma de encarar e viver a sociedade; é a mudança do fazer, daí, nova política, nova economia, nova relação com o meio-ambiente, novo modelo de desenvolvimento.
essa revolução só é possível com Jesus, porque é ele quem dá sentido a tudo, e só ele tem poder para a execução deste plano de retomada da história, pela sinalização do Reino de Deus que, enquanto altera a história, denuncia a chegada do fim da mesma com a irrupção do novo céu e da nova terra.
demonstremos que o poderoso já está entre nós, pela provocação de uma mudança na realidade, por meio de boas obras que só se expliquem por essa presença entre nós.
Graça de Deus Ariovaldo Ramos em 08 Nov 2007
A denúncia como estilo de vida
“As vestes de João eram feitas de pêlos de camelo; ele trazia um cinto de couro e se alimentava de gafanhotos e mel silvestre.” Mc 1.6
João vestia-se como o profeta Elias, cujo retorno ministerial representava, uma vez que João era cumprimento da profecia de que Elias viria antes, para converter o coração dos pais aos filhos (Lc1.17).
para além de vestir-se para representar o ministério de Elias, a roupa do Batista era, em si, uma denúncia à usurpação da função sacerdotal.
por ser o sumo-sacerdote, João só poderia vestir a roupas apropriadas à sua posição, mas como suas roupas estavam, indevidamente, sendo usadas por outro, e ele não poderia vestir roupas comuns, as vestes sacerdotais foram substituídas por roupas feitas de pêlos de camelo.
por ser o sumo-sacerdote, João só poderia comer das comidas apropriadas aos sacerdotes, mas a sua refeição sacerdotal estava sendo usurpada por outro, mas, apesar disso, ele não podia comer das comidas comuns, daí, gafanhotos e mel silvestre.
o profeta veio do deserto, onde provavelmente vivera, protegido pelas comunidades do deserto, até por ser quem era, e por aquele que estava no deserto clamou contra toda a usurpação da glória e da casa de Deus.
João nos ensina o caminho do avivamento: começa com a denúncia que obriga o arrependimento. João, antes de denunciar com a palavra, denunciava com o seu estilo de vida.
eis o caminho: andemos nele.
Graça de Deus Ariovaldo Ramos em 06 Nov 2007
Sem acordo
“saíam a ter com ele toda a província da Judéia e todos os habitantes de Jerusalém; e, confessando os seus pecados, eram batizados por ele no rio Jordão.” Mc 1.5
Anás tinha conspurcado o templo, negociando-o com os romanos.
ele foi o primeiro sumo-sacerdote dessa safra, depois, cada um de seus cinco filhos foram sumo-sacerdotes e, finalmente, o seu genro, Caifás – ele, porém, permanecia nos bastidores, puxando as cordinhas de seus títeres.
o sumo-sacerdote de Deus, João Batista, apareceu no deserto; a mensagem dele não permitia acordo: todos os envolvidos nessa impostura, os protagonistas e os omissos, o que incluía a todos os outros, só tinham uma saída, confessar os pecados e renovar, por meio do batismo, o seu pacto de obediência com Deus.
todos os que davam ouvidos a João não tinham escolha, tinham de romper com o templo e com o império.
estava pronto o caminho para o Cordeiro construir o templo vivo, agente do reino na solapação do sistema.
ouçamos João para viver Cristo: rompamos com o institucionalismo e com o império de mamon que, através do mercado impõe o seu culto.
Graça de Deus Ariovaldo Ramos em 05 Nov 2007
A denúncia
“apareceu João Batista no deserto, pregando batismo de arrependimento e para remissão de pecados.” Mc 1. 4
João Batista era filho de Zacarias, o sacerdote (Lc 1.13),e Isabel, logo, era ou deveria ser sacerdote.
deveria ser mais, porque Isabel era da família de Arão (Lc 1.5).
para ser sumo sacerdote em Israel não bastava ser da tribo de Levi, tinha de ser da família de Arão.
como João Batista era filho de Zacarias, sacerdote, e de Isabel, da família de Arão, ele deveria ser o sumo sacerdote.
o sumo sacerdócio estava na mão dos romanos, que, por meio de Anás e de todos os que ele pôs no ofício, a serviço do império, tomaram o templo.
quando os romanos tomaram o templo, Deus foi para o deserto e levou o seu sumo sacerdote com ele.
façamos como João Batista, deixemo-nos levar pelo Senhor para o deserto, onde ele se encontra; deixemo-nos ser voz daquele que do deserto clama; recusemo-nos a participar dessa vergonha que expõe o nome de Cristo ao ridículo.
denunciemos que o império e o que deveria ser a igreja se uniram para espoliar o pobre.
Graça de Deus Ariovaldo Ramos em 04 Nov 2007
Endireitando
“voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas;” Mc 1.3
o Senhor parece não querer outro caminho.
insiste que seja através do povo para quem se manifestou.
só que eles construiram caminhos tortuosos…
Deus, então, levanta uma voz para endireitar os tais caminhos, não para criar outros.
e é por meio da palavra.
a Palavra criou o mundo.
essa Palavra, uma vez ouvida, endireita os caminhos.
não das instituições, essas não têm ouvidos.
mas, das pessoas, elas são os caminhos que precisam ser endireitados.
pessoas podem se deixar confundir com instituições e ideologias.
as quais se tornam óculos, por meio dos quais tudo e todos são enxergados.
a voz veio para que esses óculos sejam quebrados e pessoas só enxerguem pessoas.
Graça de Deus Ariovaldo Ramos em 03 Nov 2007
Preparando o caminho
“Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas;” Mc 1.3
o Cristo não poderia andar pelos caminhos que o Israel, de então, tinha preparado para apresentá-lo ao mundo.
era o caminho do conchavo com os romanos, com os donos do poder; o caminho da politicagem, e da busca de interesses particulares.
esses não eram caminhos direitos:
os zelotes escolheram a violência contra os invasores;
os fariseus escolheram a complacência com os dominadores;
os saduceus escolheram a cumplicidade com os opressores;
os publicanos escolheram o serviço aos tiranos;
e os essênios escolheram o caminho de fuga, esconderam-se nas cavernas.
esses não eram caminhos direitos, porque não eram caminhos de Deus.
o salvador não poderia apresentar-se por meio de nenhum desses caminhos.
o messias tem uma mensagem de reconciliação para todos, mas só anda pelo caminho de Deus.
Graça de Deus Ariovaldo Ramos em 02 Nov 2007
Mudança de Endereço
“Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas;” Mc 1.3
quem está no deserto, e que precisa de voz, de porta-voz? Deus!
Deus mudou de endereço, saiu do templo.
e Lucas explica porque no capítulo 3 de seu livro: o templo tinha se corrompido.
haviam dois sumo-sacerdotes, o que é uma contradição de termos: Anás e Caifás.
é que Anás, esperto e populista, percebendo o interesse dos romanos em interferir na escolha do sumo sacerdote de Israel, ofereceu-se para fazer o meio de campo.
e primeiro ele, depois, cada um de seus cinco filhos e, finalmente seu genro Caifás, assumiram o sumo sacerdócio.
mas Deus não participa de conchavos e de venalidades, mesmo que jurem estar fazendo em nome dele e pela sua causa.
e Deus saiu do templo e foi para o deserto.
enfrentemos todos os que, em nome do Senhor, fazem conchavos e traiçoes à causa da cruz e praticam a venalidade.
eles estão vazios como vazio ficou o templo quando Deus mudou de endereço, e tudo que eles fazem não tem sentido algum como sem sentido ficaram todos os rituais do templo, porque Deus não estava mais lá para apreciá-los ou recebê-los.
enfrentemos os impostores, porque Deus tirou-lhes o amparo.
Graça de Deus Ariovaldo Ramos em 01 Nov 2007
Preparando o caminho
“Conforme está escrito na profecia de Isaías: Eis aí envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho;” Mc 1.2
O mensageiro de Deus iria preparar o caminho do Messias. Assim como não havia lugar na hospedaria para o menino Jesus, também, não havia caminho para o Cristo passar e se fazer conhecido.
Isto é muito estranho, porque Israel, assim como as suas instituições, só existiam para que o Messias pudesse vir e se manifestar à humanidade. Mas, as instituições são corruptíveis. Os que se acham donos do poder as corrompem para suas próprias más intenções. Deus, através de nós, os elege para um fim, mas, eles subvertem a finalidade para a qual foram empossados. E, de caminho para a salvação, se transformam em algozes do salvador.
Portanto, a primeira comunicação que nos é dada por esse texto é que nada do que estava estabelecido serviria como caminho para o Ungido de Deus.
O caminho do Filho de Deus é outro, e sua construção implica na desconstrução de tudo o que está dado, porque o que estava posto já não era mais o que deveria ser.
Deus não foi pego de surpresa, ele apenas decidiu por outra construção. Deus abriu mão dos poderosos.
Enfrentemos o que está posto, porque o caminho de Cristo não passa pelo estabelecido por aqueles estão no controle.
Graça de Deus Ariovaldo Ramos em 30 Out 2007
Mais Mc 1.1
“Princípio do evangelho de Jesus Cristo. Filho de Deus.” Mc 1.1
Há uma teoria de que o evangelho segundo Marcos é fruto de palestras de Pedro, em Roma. Se esta tese estiver correta, e é grande essa possibilidade, este pequeno verso é revolucionário.
No coração do império, chamar qualquer pessoa de Filho de Deus era afrontar César, que justificava sua monarquia nessa base.
Quando Pedro apresenta Jesus como o Filho de Deus denuncia a impostura de César.
Pregar Cristo é desqualificar qualquer ídolo, seja um ser humano, um ser metafísico, seja o mercado, seja o sistema político, seja o estado.
Só há um Filho de Deus, logo, só há um monarca: Jesus Cristo!
Graça de Deus Ariovaldo Ramos em 29 Out 2007
O princípio do Evangelho
o evangelho
“princípio do evangelho de Jesus Cristo.
filho de Deus.” mc 1.1
a palavra evangelho, que significa boas notícias, não era desconhecida no tempo de Cristo, porém, segundo Harvey Cox, em palestra no fitec - forum internacional de teologia contemporânea - era usada para anúncios sobre os movimentos no império romano: nascimento do herdeiro de César ou de suas vitórias, por exemplo.
Cristo redefiniu o termo ao usá-lo para anunciar a si mesmo como o grande evento da história humana.
a partir de Jesus, boa notícia não tem nada mais a ver com os poderosos, com os que exercem domínio sobre os povos: seja político, seja econômico ou religioso.
boa nova passou a ser o comunicado de todos os atos e práticas de serviço ao próximo, com o objetivo de resgatar o ser humano de toda a treva e de recuperar a dignidade dos aviltados e despossuídos, em todos os sentidos, tendo em vista a igualdade e a justiça.
enfrentemos todas as formas de império opondo ao paradigma do poder o novo paradigma do serviço